Foi preciso um par de anos para eu perceber o quão frágeis eram as nossas relações. Dizem que é o tempo que dura uma paixão. Para mim, foi o tempo que durou a ilusão. Não digo ilusão no mal sentido, como algo burro que a gente insiste em acreditar que existe quando não passa de uma mentira.Falo daquelas ilusões preciosas que Alanis canta na música, boas de se viver e aproveitar enquanto duram. E difíceis de se deixar quando acabam.
Mas tudo é eterno enquanto dura, por isso não me arrependo de nada – do que fiz e do que não fiz. E não levo a dor do fim para arrastar nos dias solitários, pelo contrário: levo as boas lembranças para iluminar esses mesmos dias e me dar o conforto de um tempo feliz e descontraído. Este fim, também, não é tão radical quanto parece. A maioria das coisas não acaba, se transforma. Vira outra coisa, num outro momento, de outra forma.